Segurança Inteligente

Atualizado: 5 de Dez de 2019

A violência no Brasil é um problema persistente que atinge direta ou indiretamente a população. O país tem níveis acima da média mundial no que se refere a crimes violentos, com níveis particularmente altos no tocante a violência armada e homicídios. Em 2016, o Brasil alcançou a marca histórica de 62.517 homicídios, segundo informações do Ministério da Saúde. Isso equivale a uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes, uma das mais altas taxas de homicídios intencionais do mundo. O limite considerado como suportável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 10 homicídios por 100 mil habitantes.


Mas não estamos aqui para falar de dados estatísticos nacionais e internacionais ou muito menos os motivos sócio-econômicos ou políticos brasileiros, a ideia desse post é mostrar aos nossos leitores quais são os dispositivos existentes na área da segurança e seus respectivos funcionamentos e como podemos dar mais inteligência à um sistema de segurança o qual por natureza é "burro". Como assim "burro"? Vou explicar melhor o quero dizer com isso.


Um sistema de segurança residencial é composto basicamente por:

  • Central de alarme;

  • Câmeras de segurança;

  • Portões motorizados;

  • Cerca elétrica;

  • Concertina

Vamos nos aprofundar e falar mais detalhadamente de cada um dos itens mencionados acima.


Central de Alarme: Podemos dizer que é o "Cérebro" do sistema, é ela quem recebe as informações dos diversos tipos de sensores e comanda o disparo da(s) sirene(s), a discagem para um número de telefone com a informação sobre a possível invasão do local protegido.

Tipos de Sensores:

  • Sensores magnéticos ou Contato de Porta: São instalados para revelar a abertura de portas, portões e janelas e funcionam com um imã;

  • Sensores de movimento: Tem como função detectar um movimento não autorizado de uma pessoa e nunca de animal.

  • Sensor detector de quebra de vidro

  • Sensor de Fumaça ou Temperatura


Câmeras de Segurança: São usadas para monitorar e capturar imagens ao redor e transmitirem para o DVR (Já ultrapassado, mas ainda comercializado) ou NVR e são armazenadas no HD instalado no sistema de segurança, normalmente as câmeras de segurança são utilizadas por pessoas que querem ter mais segurança em suas residências.


  • Câmeras Analógicas: Transmitem suas imagens capturadas diretamente à entrada do DVR, através de cabos coaxiais, possuem baixa definição de imagem e não possuem inteligência;

  • Câmeras IP: Transmitem suas imagens capturadas pela de rede cabeada ou sem fio da residência, podem ser acessadas de qualquer local, possuem melhores definições de imagem e alguns modelos possuem inteligência própria (como gravação diretamente na câmera, gravação de imagens após um evento programado);

  • DVR (Digital Video Recorder): Sua função primária é gravar imagens geradas por câmeras, transmiti-las ao vivo para os monitores principal e auxiliares, estocá-las para reprodução e backup e fazer a transmissão e reprodução remota (via rede);

  • NVR (Network Vídeo Recorder): Ele é utilizado para gerenciar e gravar imagens de câmeras IP e não possui suporte a câmeras analógicas. Como se sabe, é possível acessar as imagens de câmeras IP diretamente, sem o uso de um equipamento centralizador.

  • HVR (Hybrid Vídeo Recorder): É um sistema híbrido, ou seja, pode aceitar câmeras analógicas e câmeras IP no mesmo aparelho, indicado quando o cliente já possui câmeras analógicas e deseja ampliar seu sistema colocando câmeras IP mais modernas.


Portões Motorizados: Muito comum hoje em dia nos condomínios e residências, são portões os quais são controlados através de um controle remoto (via rádio frequência) sua abertura e fechamento, inserimos ele como item de segurança, por ele facilitar e agilizar a entrada dos moradores em suas residências, evitando dessa forma uma maior exposição dos mesmos.


Cerca Elétrica: Possui uma central a qual tem a função de alimentar a tensão do sistema, ela que faz a ligação entre seu sistema elétrico comum e a cerca elétrica, pode ser programada para caso toquem em algum fio ou cortem a mesma emitirá um aviso sonoro através de uma sirene.

Não recomendamos seu uso, pois qualquer animal que tocar na cerca poderá vir à falecer devido ao choque que para os humanos não é letal, mas para a maioria dos animais é.


Concertina: é uma barreira de segurança laminada, de forma espiralada possui lâminas pontiagudas, cortantes e penetrantes. A concertina foi originada nas cercas utilizadas em ações militares que ficavam no chão para impedir a ultrapassagem de um perímetro. A concertina é a evolução do arame farpado e geralmente são utilizados em muros, alambrados, cercas, portões, telhados e torres. São feitos de aço galvanizado ou inoxidável e dificilmente são cortados por ferramentas convencionais.


Após toda essa teoria de dispositivos de segurança, podemos nos aprofundar um pouco mais em como podemos deixá-los efetivamente inteligentes e eficientes quando se trata da nossa segurança pessoal.


Pois se analisarmos friamente todos possuem a mesma finalidade, impedir ou inibir a invasão em nossas residências, mas nenhum deles tem a real função de proteção aos moradores.


Vamos criar algumas simulações e analisarmos juntos seus respectivos resultados:


  • Residência com Central de Alarme e Câmeras: Essa situação é a maioria das residências brasileiras das quais decidem investir em segurança. Vamos explorar possíveis situações as quais podem ocorrer em caso de invasões à residência com os moradores dentro ou fora da casa e analisarmos

  1. Morador dentro da Residência: Se o bandido invadir sua residência, as câmeras (se estiverem bem posicionadas) irão gravar a imagem, mas não impedirão a invasão. Com o bandido dentro de casa os moradores possuem três saídas, tentar fugir, ligar para polícia ou disparar o botão de pânico (que normalmente fica localizado no teclado da central de alarme ou no chaveiro do carro, ambas opções de "difícil" acesso). Agora se seu sistema estiver se comunicando com a automação, você ganha mais duas opções, acionar o botão de pânico pelo celular ou através de qualquer interruptor casa que tenha sido programado para essa funcionalidade.

  2. Morador fora da Residência: Se o bandido te coagir para dentro de casa, todas as opções descritas acima acabam sendo inutilizadas, com exceção de uma, a do interruptor de luz, o bandido jamais imaginará que o morador ao apertar o interruptor de luz o mesmo emitirá um alerta de pânico para a central de monitoramento, assim como poderá disparar alertas para outras pessoas de sua escolha.

Obs.: Comentamos acima que as câmeras se bem posicionadas poderiam gravar a imagem do bandido, porém esquecemos de mencionar que após a invasão da residência o mesmo poderia apagar ou simplesmente destruir o equipamento de gravação com as imagens capturadas, isso se o gravador não estiver sincronizando as imagens capturadas em tempo real com um gravador externo (necessita de internet).


Resumo da história, o sistema de segurança sozinho é muito falho e incapaz de trazer maiores possibilidades de sobrevida aos moradores, além de que os bandidos conhecem todas as possibilidades que os sistemas de segurança utilizam, principalmente botões de pânico, senhas de pânico e etc.


Outro ponto bem interessante seria utilizar o desenho da sua casa e visualizar os sensores assim como demais itens dentro de uma única tela conforme imagem abaixo.

Repare que na mesma tela temos outros tipos de botões de pânico, como o da ambulância, incêndio, polícia o que é muito válido também para pessoas de idade, pois imagine ficarmos decorando cada código para podermos acionar o pânico, seja ele qual for.


Espero que tenha gostado desse post, se tiver um tempinho extra confira os outros posts do nosso blog e compartilhem com seus amigos, pois a sua dúvida pode ser a deles também.

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